17.11.2009
novembro 17, 2009
Eu acho que a lógica exposta de maneira concreta pode ser fato tão duro confrontado com os mais doces dos corações.
Acredito na vida nua frente ao espelho, longe dos sonhos e fantasias e perto dos murros e abraços: apertados, desengonçados, humildes e forçados, como de fato são.
Talvez a frieza no coração de Augusto Cartesiano seja pelo vício do processo de petrificação de seus órgãos internos. Não digo aqui como ponto de vista positivo que a lógica ao pé da letra seja minha filosofia budista, mas digo que ela e a compreensão da beleza junto à lama, não só quando maquiada, fazem meu ponto de vista. Não me incomoda a clareza, ela me encanta. E ouse colocar o sol como flor em um poema e não chorar ao ver que ao despertar do dia é luz que brota. Estar perto demais pode ser perigoso, haja coragem… Que falte! Prefiro tocar o túmulo a imaginar o casulo. Não fujo. Sou intruso. Confuso. Mas perduro. O tempo que for. Para ver do mangue a orquídea nascer e quem sabe cedo morrer. Não importa! Não importa. Estou no ponto que digo tente fazer feia a vida construída a base de pétalas translúcidas e esmeraldas e rubis e diamantes por todo lado com a foto no retrato da mais bela mulher. Com ratos e fezes, homens feridos apodrecendo em um grande lago: feridos pelos seus semelhantes a todo custo por conta de meio pão sobre o prato. “Havia de ser um inteiro!” Exclamou.
Tente, tente fazer e juro, juro, não conseguiras.
Estou num ponto onde o passado cai como véu e vejo o mar. “Um peixe com o oceano inteiro para nadar”. Pronto para trabalhar, para fazer aquilo que amo sem pensar em nada mais. Em nada mais além da própria vida presente. O beijo. A respiração. O passo. A flor que cai após brisa lenta que passa em momento crítico entre primavera e verão sobre o banco que repousa o velho que baba na poça da chuva de ontem onde pousam mosquitos com esperança de ali formarem família, como a que ele não tem; e nem queria ter; não precisaria ter; se recusaria a ter; mas sente saudades do dia que brigou com eles por causa de seu problema de alcoolismo. Sonharia ele brigar de novo! Chegaria a esse ponto, mas sabe…? Chegando a esse ponto, um beijo repousaria sobre a bochecha da filha que jamais foi esquecida e a mulher por mais que magoada jorraria lágrimas pelos olhos por conta da transformação que um sentimento tão forte quanto esse pode dar … que por tudo, apesar de tudo, jamais quiseram excluir alguém. Não podia ser diferente.
Estou num ponto onde o futuro não existe.
Estou num ponto.
No ponto.
Não mais.
Me vem a paz instável do que é viver sobre o descobrimento das próprias coisas que dei por concluída. Me vem o medo depois de dias de sofrimento sobre chicotadas e maus-tratos de pessoas que pareciam gozar ao me torturar. Me vem a fome, de gula, já que prazer é escasso na terra onde o suor é preciso na escalada em grau negativo de superfície coberta de vaselina e cacos de vidro. Me vem a angústia. Me vem a raiva! A raiva! A raiva! A raaaaaaaiva!!!
Tão boa quanto o beijo
Dolorosa frente ao tonto
Que tonto
Tente, tente, e não conseguiras.
fevereiro 18, 2010 at 3:39 am
3 mêses sem? olha q eu não volto mais aqui hein!
maio 17, 2010 at 10:55 pm
cadê?