em um diário

fevereiro 9, 2009

 


Children’s Day – VI

Upload feito originalmente por carf

Fui até a banca de jornal de todo dia. Não tenho hábito de ir a banca, mas nesse mês por algumas vezes entrei despretensioso. Um breve degrau que se sobe antes de andar sobre um chão extravagante de mármore, até chegar à prateleira que consegue reunir a grande coleção de consumo de cultura. De tudo tem. O jornaleiro apesar de nunca ter se apresentado. E eu condizente, nunca lhe disse meu nome. Com tanta falta de educação aparente, me tratava como se me conhecesse. Não quero ser pessimista a ponto de pensar que é simples tratamento de um comerciante que visa manter agradável ambiente aos seus clientes, também não quero entra num campo romântico com ar de magia, porque de fato não cairia bem. Sem saber meu nome, ou que não me importo com certa disconcordância em filmes (ou em telas, ou nesse texto, mesmo que seja por ignorância) e que despretensão pra mim é sinônimo de pureza e de uma razão singela que independe de grande racionalização, ele me conhecia como o cara que aparece sempre. Alto, cabelo despenteado e mochila nas costas, meio sem saber, procurando a despretensão.

Por despretensão comprei uma revista, por despretensão segui adiante, por despretensão muitas coisas boas acontecem (é…). Esquecendo do degrau, fecho grande parte da personalidade de que meu amigo jornaleiro tem de mim. Ao lado uma pequena cafeteria que entrei um dia. Mas para um chá indiano muito bem feito com cravo e gengibre. Uma estante de 5 prateleiras, contendo algumas revistas relativamente boas de alguns anos atrás que hoje não mostram nada mas lembram que tudo que a preocupação nos trouxe foi em vão, fica pequena ao lado de uma TV LCD de 42 polegadas. Acho que era novela que passava, os garçons, com pouco movimento e uma clientela que mal sabia o que fazer, porque concentração era coisa utópica perto dos gritos e tapas que aconteciam, atentos ficavam perto da grande intriga que parece estar acontecendo. Tive dificuldade para pagar a conta.

Na rua perguntei para uma moça que passava, por coincidência bonita era, e pela troca despretensiosa ganhei um sorriso despretensioso. E segui fazendo nada definido, realmente, aparentemente, sem razão.

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