Uma introdução para o próximo capítulo.

fevereiro 26, 2009

Fui apresentado à despretensão por ela mesma. Certas coisas na vida servem como metáforas: belos contos infantis onde personagens significam sentimentos, e a palavra, a voz do pensamento. Nada muito diferente se dá quando se tem um pouco de imaginação.

De bicicleta, andando pela ciclovia uma senhora quase sofreu um acidente (ela achou isso. Eu, nem reparei). Estava distraído demais, de certa forma desorientado, por ter sido exposto a tanta clareza de uma palavra que mal conhecia. Alguns dias passaram e a algumas conclusões cheguei. De certa forma não acho interessante falar delas: não tenho interesse em definir nada, expondo algo que sei que transitório é, e que ficará preso no tempo. Contradição em cima de contradição, digo por experiência: que a dúvida é a falta de vivência (vou ter que conviver com essas rimas…).

Se um dia eu precisar escolher, precisarei da razão para me ajudar, avaliando e calculando a chance de eu ser feliz em cada escolha. Precisaria também de um certo tempo para isso, chamo isso de experiência. Acredito que todos meus sentimentos são baseados nas minhas experiências (foi onde parei depois de dois dias).

Até ai já tinha pensado bastante. Uma outra questão surgiu enquanto fazia o jantar de sexta, já que estava cansado de ver ele brotar em minha porta após uma ligação, mas guardei, já estava bem ocupado. E, de fato… Pensar porque pensando estava não vinha ao caso… Eu me divirto.

Experimento todos os dias, meu número de experiências crescem todos os dias. A cada dia meus sentimentos mudam, se especificam. O número de experiências define o quanto o que eu sinto é real, o quanto o que eu imagino que seja é.

Aos poucos consegui formar um caminho para apresentar a despretensão. Queria saber exatamente de onde vinha e porque precisava estar ali. Não bastava para mim simplesmente aceitá-la desde o primeiro momento.

Quando entendi que meus sentimentos são conseqüências diretas das minhas experiências, comecei a perceber que confiava demais em algo impreciso. Meus sentimentos definem as minhas escolhas. As escolhas: o caminho que vivo. O caminho que vivo: a felicidade. Tudo em torno do que já havia experimentado. Não sei se é pouco ou se é muito, mas sei que se a cada dia minha experiência de vida aumenta, sempre estarei mais certo no dia seguinte.

Chamo de despretensão o ato de entender que o sentimento mente, que ele se apega em coisas muito banais do ser humano, como medo e preguiça, que só mostram ignorância. Tinha muito medo que isso tudo fosse me levar a uma grande loucura de aleatoriedade, que personalidade seria definida por tudo. Por isso, tenho que me lembrar que despretensão não segue sozinha, ela é vaga, assim como o caos, mas é importante que entre na historia, pelo fato da complexidade impossibilitar um sentimento válido em um limite finito de tempo.

Da primeira vez incondicional, mas aos poucos se aprende. Uso despretensão de maneira pretensiosa. Tento viver o que seria o que imagino, aproxima a realidade do meu sonho. Bizarro é não conhecer nem a realidade e nem a ficção, a interseção delas é o que vivo, e que, de fato, chamo de realidade.

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