navegando.

março 11, 2009

Ultimamente meus sonhos teem me levados a grandes viagens. Coisas começam a surgir de repente no transiente da consciência para o sono profundo. No começo o susto me impedia de continuar. Imagina: pessoas que você nunca viu brotando na sua frente; aparecer em lugares tão inusitados com inúmeras pessoas falando – uma câmera no meio do meio do burburinho. Inacreditável.

Isso tudo começou depois de ver pela terceira vez (eu acho) Waking Life e com a proposta, vinda dele, de realmente por o filme em prática. Não achava que ia funcionar. Até hoje não funcionou muito bem – algumas coisas ainda devem ser aprimoradas. A idéia básica era verificar a cada instante a realidade. Checar em cada situação se as coisas mais do que banais de fato existiam: mão; tempo; luz. Meio idiota vai… Mas aos poucos, mesmo sem fazer esses procedimentos, os sonhos viam a aparecer e conseguia navegar por eles. Viver na ficção durante o tempo não era a intenção, tudo uma simples brincadeira.

Nesse domingo, estava andando conversando com sorrisos que diziam coisas que agora já não sei mais. Diziam coisas ainda num caminho tortuoso. Ouvia mais do que atentamente aquele som, sonoridade sutil que se juntava com o silêncio da noite e gritos de algumas pessoas que pareciam desabafar o cansaço com a bebida. De passo a passo a rua se tornava mais calma. A noite de fato surgia, me embebedando naturalmente junto com o transe de palavras. Devia ser tarde, pensei.

Há um tempo que não ando com relógio, me cronometrava para cada encontro, mas estava cansado disso, já tinha aprendido há anos que o tempo é relativo – que contradição. Agora só tenho o celular, ele estava na mochila, na parte da frente onde sempre deixo, que de maneira fácil (depois de algum tempo) posso esticar minha mão, mesmo sem ver, e pegá-lo. Mas naquele momento não precisava dele, sabia que a frente haveria um relógio, desses de rua (com termômetro), que poderia ver. Orientei meu olhar que viajava pelo céu com a lua das mais intensas que já vi. Onde estão os dígitos??!?!?!?! Cadê??? Sumiram!! Toda cena e lembrança de que tempo no sonho não há, me veio à cabeça. Os dois.. três segundos desorientados me levaram a milhões de hipóteses que questionava a realidade, que achava ali que tinha passado. Nossa que viagem! Será que sorrisos são verdadeiros??!?!?! Será que por isso que estranhamente as coisas pareciam ser assistidas e que desinibição do lobo frontal era um doença que podia ter?!?!? Será que agora tudo podia acontecer ?!?!?

“Oi… Posso continuar?”. “Foi mal, me distrai”.

 

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