à

maio 1, 2009

Colligere do latim. Coletar. Reunir.

Ao pensamento sistêmico. À conexão incondicional dos elementos da natureza. À complexidade que traz o caos. Um conjunto único que não pode se tentar dividir, discretizar. Um tecido. Uma malha de infinitas tramas, cada fio importa ao outro, o tudo não é nada sem cada um deles. Colligere tutto.

O pensamento que representa a trama e a linguagem que tenta descrever cada fio, nada é mais próximo da essência que o pensamento. Sigo fluxo da consciência, sem cabimento de racionalização, valorizo tudo, cada instante, cada erro, é muito mais puro, muito mais… verdadeiro. Não faço questão da máscara da razão, sigo o fluxo.

Um fluxo real, suave, ou perturbador, de acordo com minha cabeça, é sujeito a flutuações e inconstâncias, perda de foco e retorno, sem qualquer motivo; exatamente como penso, transcrevo. Não posso ser contraditório e buscar lógica no tecido do inconsciente, tentar estabelecer um algoritmo para te dizer algo de alguma maneira que seja mais apropriada, ou que seja mais coerente com alguma norma, mas me esforço. Poderia eu passar exatamente o que penso sem qualquer meio, de modo que surgisse em seus olhos sem mudar de forma ou cor?

Esse é o desafio, por isso não questiono o que meus dedos digitam a cada palavra que me surge, tento ao máximo ser sincero.
Me vejo hoje como a ciência, como analogia para pensamento, de uma evolução dura marcada pela certeza, ou pela arte marcada pelo realismo perfeccionista, para a compreensão do que de fato é natural, para o que de fato é real.

A natureza é perfeita pelo conjunto de imperfeições. Ela se torna perfeita em um conceito macroscópico onde tudo se junta, onde todas as flutuações se compensam, mas internamente é consideravelmente louca, a cada momento é consideravelmente louca, em qualquer situação local ela é consideravelmente louca, mas no global, de cima, nunca, é bela. Criativa, surpreendente, e nada convencional. Newton nesse caso cai. Não me arriscaria falar de Courbet, mas, de certa forma esse também vai.

Não distingo, não classifico, somente me desvirtuo nos momentos de arrogância, que vá para inferno qualquer idiota, Um beijo. Colligere tutto.

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One Response to “à”

  1. Alice Says:

    Cópia e cola não vale!!
    http://colligere.tumblr.com/

    😉


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