Definição

junho 18, 2009

Após longas horas de duelo com um complexo já conhecido, que oscila em meu incosciente em períodos que vêem se alargando com o tempo, tive enorme paz ao ver ele se dissolver mais uma vez. Sempre duvido que volte; sempre acho que irá demorar mais alguns dias para voltar, e eu ter que enfrentar mais uma batalha de reafirmações de coisas já conhecidas. A teoria mostra completa divergência da prática no caso; é impressionante que o pensamento, de fato, trafega sem resistência, dependendo somente da imaginação, mas a inércia da realidade para se livrar de certos pesos marcados pelo tempo é consideravelmente significativa. O consciente sente a razão, mas no plano inconsciente ela se perde.

Outras longas horas dediquei a esquematizar como estes planos de pensamento interagem, foi uma grande viagem, não só pela abstração toda mas pela luz do sol da tarde que cintilava por trás das arvores. O inconsciente é complexo; é extremamente sensível e a teoria não serve para entendê-lo; uma solução não é possível neste caso. A razão se perde, dando como único meio da solução dos problemas a interação de mão única consciente-incosciente; a via oposta, simplesmente, não rola. Então, a única coisa que temos são sintomas, dicas, que o consciente nos dá; normalmente estranhas, mas que sempre passam despercebidas; atitudes enraizadas que jamais passaram para um questionamento. O inconsciente é tão forte, mesmo que subjetivamente, que repetimos as mesmas burrices e nunca nos perguntamos porque diabos acontece; porque diabos pegamos a caminho mais demorado; porque diabos escolhemos sempre a pior sobremesa do restaurante; porque diabos o-que-você-quiser-o-que-você-imaginar. Fico muito feliz de errar todo dia, assim tenho certeza de que sempre tentei alguma coisa de novo.

Minha dispersão aconteceu por alguns minutos no 410 voltando para casa, até ser surpreendido por um, provavelmente, japonês, que usava uma camisa escrita OLD NAVY. Ele estava no ponto enquanto passava por ele a poucos quilômetros por hora, pela cautela do motorista que verificava se havia algum passageiro interessado em seguir com ele. Lembrei, de Pearl  Harbor. O cara era velho suficiente, para ter, inclusive, participado da guerra. De dei conta de como a pós-modernidade favorece os esquecimento, lembrando do Jung na era das catástrofes. Tempo instantâneo pelo caos da natureza sentido na pele; hoje não há como tentar uma fuga da aleatoriedade que a vida traz. Latente. Nos forçamos a esquecer para acompanhar o grande fluxo de informação e sua volatilidade. Mas logo voltei à velha tentativa de representação dos meus planos mentais, e entender mesmo que sem resolver a grande doideira que é a beleza da complexidade no homem.

Enfim, esses pensamentos já prosseguem por algum tempo, e não nego minha curiosidade mesmo que meio-que como um hobby e verificarei até o fim, até onde minha curiosidade levar. E como disse, não nego; não nego porque para mim não faz sentido negar, talvez para você, mas citando Einstein: “The important thing is not to stop questioning. Curiosity has its own reason for existing”. Curiosidade sempre existe para mim enquanto questiono e por ignorância não compreendo… eu me entendo, compreendo minha ignorância; e medo de investigar os mais idiotas fatos da vida não tenho; para mim é necessário, e nunca, talvez pelo cansaço, e pelo desinteresse, tomarei algo como definição.

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