fluxo não-linear

julho 4, 2009

Entender que nem sempre estamos errados. Entender que nem sempre estamos certos. Entender que não podemos saber o que há de vir. Mas então onde me prendo para ter certeza de que o amanha vai ser mais próximo de mim?  Esse é o mesmo dilema da explicação dos sentimentos. Sentimentos são para ser sentidos; morfologia, por favor. Explicação é para os fracos, que não confiam no que instiga de modo mais profundo.

Hoje andando em Copacabana nesse clima de outono londrino, entrei em um prédio, não cabe citar o que fui fazer; não quero contar só isso; de birra; buuuuu. No elevador tentei entender o divertimento do vandalismo para destruir a placa atenção-capacidade-licenciada-de-4-passageiros-ou-280-quilos. Já Na rua uns garotos que fingiam querer assaltar as pessoas que passavam. Depois, um motorista de ônibus que arregaçava as calças e tinha marcha com frufrus.

Sei lá, confesso que sentei aqui disposto a criar uma história, mas nem estou mais afim, buuuu. Mas depois dessa frase, essa viagem de parágrafos quase que desconexos que normalmente tendem a tomar uma forma, hoje fica como exemplo de um processo criativo, ou tentativa de inicio de um. Costuma acontecer isso quando tento escrever por um motivo vago, ou simplesmente pela ansiedade pós-moderna de produzir produzir produzir. Normalmente pode-se entender um processo de escrita, um método que traga segurança na produçao. Ahh…. caceta não consigo me decidir. Tentar fechar esse papo porque não rola de continuar esse ar de superioridade à la sermão. Então.. É então nada. Não! Não! Vamos falar sobre isso.

Nada é estagnação. Os sentimentos são reflexos de transformações. Se sentes prossegues; e por meio disso surge o auto-perdão e o entendimento que sentimento se constrói, e que basear suas escolhas por eles só vai aprender. Uma medida de cautela pode evitar sofrimentos, concordo; mas não traz aprendizado. Todos sabemos os problemas, todos sabemos o que sentimos, assumir é o problema. E você amigão, apático, e toda minha persistência de que a presença do desejo é essencial e que o tesão pela vida deve estar na ponta da língua, é só pelo fato de querer sua felicidade; pode ser um momento eu entendo; Eu penso em Dean Moriaty. Enfim, não vou questionar se o que digo está certo depois de tanto contraponto e desistência.

Não tenho medo de soar idiota. O mais interessante desse texto, e foi por isso que não parei de escrever, é exatamente uma maneira de representar ele mesmo. Como se chama? Metalinguagem! Isso ai. Uhul !

A exposição do pensamento, clara, pura, confusa, livre de estrutura (se isso for possível), é o que há de mais bonito pare ser lido, para ser visto, para ser comido, para ser…

Sempre falo aqui de pensamento. E confesso: estou treinando para linguagem ser coisa do passado.

Blin, blong, pan, pow.

Será que essa prova de amanha vai me ferrar?

E semestre que vem, será que vai ser melhor?

Será que estou fazendo a coisa certa?

Vai, calma, só leia antes de dormir o que você escreveu… (é é.. com certeza vai funcionar)

Bom… sei lá.. tristeza brotou pelo complexo da mudança, achei não voltaria mais… Está na hora de acabar. Boa noite.

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One Response to “fluxo não-linear”

  1. alexandre colchete Says:

    fluxus


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