…drugs by the healthy

dezembro 10, 2008

 

http://www.nature.com/nature/journal/vaop/ncurrent/pdf/456702a.pdf

A revista Nature, o mais valorizado espaço de artigos científicos, publicou no dia 7 de Dezembro o texto Towards responsible use of cognitive-enhancing drugs by the healthy. Os autores, incluindo neurocientistas, e o próprio editor chefe, e outros pesquisadores, defendem o uso de drogas com o objetivo de aumentar sua capacidade de raciocínio.

O assunto tomou grandes proporções devido ao grande uso por parte dos estudantes: students are striking deals to buy and sell prescription drugs such as Adderall and Ritalin — not to get high, but to get higher grades”.

Durante todo o artigo, o assunto é defendido baseado em vários aspectos, e de certa forma parece bastante pertinente. Mas todo o contexto soa como um exagero para fim de evolução da ciência. “We should welcome new methods of improving our brain functions”. Como argumento, ainda é citado que nossa vida não é levada de forma natural, logo um comprimido mágico para você virar um Einstein não seria nada de mais. Eles estão certos nesse ponto. Muitas coisas em nossas vidas se destoam do que podemos chamar de natural ao homem. Mas isso não serve como argumento, não aprovo o fato de comer uma comida plástica de microondas, assim como não concordo com toda essa questão.

Mesmo mostrando toda uma preocupação em relação a efeitos colaterais ou algum tipo de dano ao indivíduo que usa as drogas, o assunto se encerra simplesmente pelo fato de termos todo desenvolvimento de conhecimento por partes de pesquisas movido por uma substância. Sejamos viciados das alturas ou do conhecimento.

As coisas precisam de seu tempo. Querem ser algo que não são ainda (ou talvez nunca serão). A evolução da ciência necessita de toda uma cadência a fim de acompanhar todas as questões éticas e culturais. Não tô afim de outra bomba atômica.


Close up of Renoir’s Dance in the City, Cross Stitched.

Upload feito originalmente por Bethany L King

“O mistério da vida me causa a mais forte emoção. É o sentimento que suscita a beleza e a verdade, cria a arte e a ciência. SE alguém não conhece esta sensação ou não pode mais experimentar espanto ou surpresa, já é um morto-vivo e seus olhos se cegaram. Aureolada de temos, é a realidade secreta do mistério que constitui também a religião. Homens reconhecem então algo de impenetrável a suas inteligências, cinhecem porém as manifestações desta ordem suprema e da beleza inalterável. Homens se confessam limitados e seu espírito não pode apreender esta perfeição. E este conhecimento e esta confissão tomam o nome de religião. Deste modo, mas somente deste modo, sou profundamente religioso, bem como esses homens. Não posso imaginar um Deus a recompensar e a castigar o objeto de sua criação. Não posso fazer idéia de um ser que sobreviva à morte do corpo. Se semelhantes idéias germinam em um espírito, para mim é ele um fraco, medroso e estupidamente egoísta.
Não me canso de contemplar o mistério da eternidade da vida. Tenho um intuição da extraordinária construção do ser. Mesmo que o esforço para compreendê-lo fique sempre desproporcionado, vejo a Razão se manifestar na vida.” Albert Einstein – Como Vejo o Mundo.